CONSÓRCIO OU FINANCIAMENTO: QUAL ESCOLHER?

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Uma verdade imutável para começar este texto: pagar um imóvel à vista é, sempre, a melhor opção. Assim, não acumulamos dívidas e ainda podemos conseguir um bom desconto na negociação, correto? Mas, infelizmente, concentrar o valor total de um imóvel pode levar muitos anos para a maioria das pessoas, que não está acostumada a poupar dinheiro e investir desde cedo.

Por isso, a gente trouxe para você duas outras maneiras de alcançar o sonho da casa própria que não dependem de grandes quantias acumuladas:

Consórcio

Criado nos anos 1960, o consórcio inicialmente servia para comprar carros e, posteriormente, foi estendido para outros mercados, como o imobiliário.

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Ele funciona da seguinte forma: grupos de pessoas que objetivam comprar a mesma coisa se cotizam para compor um caixa único, que servirá para adquirir essa coisa de tempos em tempos. Ganha o direito à carta de crédito aquele cuja cota for sorteada ou quem der o maior lance em uma espécie de leilão, onde as pessoas dão lances que equivalem ao adiantamento de determinado número de parcelas. Caso a sua carta de crédito não saia por nenhuma dessas maneiras, a contemplação só pode ser feita quando o grupo chegar ao fim. O problema é que isso pode demorar anos.

Financiamento

Para você comprar seu imóvel via financiamento, os bancos te oferecem crédito imobiliário, cujas linhas podem se diferenciar de acordo com o tipo de imóvel (residencial ou comercial) e seu público específico.

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Em Minas Gerais existe o SFH – Sistema Financeiro da Habitação -, que permite a aquisição de imóveis que custam até R$ 750 mil. E, para todos os estados, também existem o Pró-Cotista, feito exclusivamente para assalariados que optam pelo recolhimento do FGTS; e o SFI – Sistema Financeiro Imobiliário -, para quem quer comprar imóveis de valores superiores aos do SFH. Nesse caso, os juros também são mais altos e variam dependendo de cada banco.  

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS

Consórcio:
Pagamento de taxa de administração, fundo de reserva e seguro prestamista
Há reajustes anuais pelo INCC
Não é possível receber o imóvel imediatamente
Prazos normalmente inferiores aos do financiamento
Imóveis podem se valorizar mais que o reajuste do INCC da carta de crédito
Risco de inadimplência dos demais membros do grupo

Financiamento:
Pagamento de juros
Reajustes anuais pela TR
Pode usufruir do bem imediatamente
É possível diluir as parcelas em prazos mais longos (no entanto, quanto maior o prazo, mais juros você paga)
O imóvel estará, provavelmente, mais valorizado ao fim do financiamento
Risco de crédito do banco

Já deu para perceber que são modalidades bem distintas, não é? Por isso, antes de tomar uma decisão, entenda que a análise deve ir muito além da questão financeira. Se você, por mais que queira comprar o seu próprio imóvel, ainda não escolheu qual vai querer ou não tem intenção de se mudar rapidamente, o consórcio pode ser uma boa opção. Mas, se você pretende usufruir do imóvel imediatamente, mesmo consciente de que ele só será totalmente seu depois da última parcela paga, o financiamento é mais atraente.

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